domingo, 26 de dezembro de 2010

Meu trabalho com reformas de roupas

Desviando um poucquinho da História da Moda (retornarei em breve com mais posts ligados a ela), e agora entrando em assuntos baseados em minhas experiências como costureira ao longo desses 26 anos.

Hoje eu ganho dinheiro com reparos e consertos de roupas que as pessoas trazem para eu consertar Mesmo comprando roupas nas lojas, as minhas freguesas precisam encurtar, soltar alguma costura apertada, fazer barras, pregar algum botão solto e tantas coisas que na fábricas não se preocupam mais em contratar pessoas só para isso (as revistadeiras), devido aos encargos sociais, mas como já fui uma profissional nessa área em empresas que trabalhei, sei fazer isso muito bem. Apesar de saber confeccionar também, gosto de fazer esse trabalho, mas sou fascinada pelo mundo da moda.

A cidade que moro é pequena, mas quando vejo roupas nas lojas fico maravilhada com os modelos que as lojas vendem. Mesmo que eu não compre fico "namorando" as peças e os modelos para saber o que está se usando e o que será usado em breve nas ruas da minha cidade. Isso no mundo fashion é conhecido como Pesquisa de Tendências da Moda.

O futuro da moda e a manutenção das roupas

Hoje podemos contar com materiais sintéticos: nylon, poliéster e lycra para produzir roupas. Na panotecnologia podem ser produzidas fibras sintéticas, como por exemplo, uniformes militares que podem endurecer se atingidos por balas, filtrar químicas perigosas e tratar ferimentos. "Roupas inteligentes" poderão incorporar eletrônicos, como pequenos computadores, sensores médicos, etc. O laser pode ser usado para tomar as medidas de um cliente e um computador executa um rascunho , onde o cliente faz suas escolhas de cor, tecido e etc. Cada região tem seu jeito de se vestir, devido à sua altura. Um exemplo disso são as roupas confeccionadas com materiais naturais, que incluem pele e couro.

No mundo ocidental a maioria das roupas produzidas em grande escala são feitas por empresas especializadas, onde a presença de uma etiqueta indica o local de fabricação (Brasil, made in China) e indica os materiais usados (tipo 95% algodão, 5% poliéster). Nos EUA e no Canadá, as leis proibem o uso de materiais inflamáveis na cofecção de roupas no intuito de proteger as pessoas, e exigem  das companhias a procedência do material usado. O desenvolvimento normalmente é chamado de design. O complemento envolve estilistas, modelistas, designers gráficos, definindo materiais, aviamentos, cores, estampas, modelos, desenhos, confecção e correção de peças chamadas "piloto" até a aprovação da peça por completo, e a produção de roupas agrada principalmente as mulheres, e faz-se cada vez mais necessário o conhecimento da área da administração e marketing. Os centros principais de desenho de roupas do mundo são Nova Iorque, Milão e Paris.

As roupas sofrm ataques por dentro e por fora devido ao suor, células mortas, secreções oleosas, urina e fezes, luz solar, fricção, poeira e sujeira. Se não lavadas podem ser fonte de doenças. A manutenção é feita através de lavagem, trocas de zíperes, costuras, trocas de botões, senão perdem a funcionalidade. No passado o processo de lavagem era manual, um trabalho que era cansativo e que levava horas, mas no século XX, com a intervenção da máquina de lavar e secar a manutenção tornou-se uma tarefa fácil. O reparo de roupas tem diminuído por causa dos baixos preços de roupas novas. Hoje se podem substituir zíperes estragados e consertar rasgos ou outros problemas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A moda no século XX

No século XX, métodos cada vez melhores na produção industrializada de roupas levaram ao surgimento de grandes companhias nos EUA. As roupas eram produzidas em massa, e já estavam prontas para serem usadas. Homens e mulheres tinham acesso a roupas baratas. Isto permitiu que a moda feminina variasse mais do que nunca. Mas roupas masculinas mudaram pouco até a década de 1950. As mulheres usavam saias longas até 1910. Elas eram firmes embaixo, permitindo pouca liberdade de movimento para a usuária. Com a Primeira Guerra Mundial, que fez com que todo material que pudesse ser economizado fosse economizado, as saias tornaram-se mais curtas e flexíveis.

Vestido de noiva, meados da década de 70.
Na década de 1930, as saias tornaram-se mais largas para ficarem mais curtas novamente com o advento da Segunda Guerra Mundial, que além disso obrigou as pessoas a escolherem roupas melhores para andar de bicicleta, uma vez que o racionamento de gasolina diminuiu a quantidade de automóveis em circulação, e assim o short e a saia-calça ganharam espaço. Livres dos espartilhos que foram frequentemente usados até o final do século XIX, as mulheres ainda usavam grandes vestidos, muito populares na década de 1920. Nesta década também foi inventado o sutiã. Na década de 1940, calças ficaram populares entre as mulheres e a silhueta do final dos anos 30, em estilo militar, manteve-se até o final dos conflitos.

Na década de 1950, por sua vez, os jeans passaram a ser cada vez mais usados por adolescentes, e a camisa, anteriormente considerada uma roupa interior, estava tornando-se cada vez mais popular entre os homens. Ambos, jeans e camisas , criadas nos EUA, popularizaram-se mundialmente desde então. A mídia passou a criar novas tendências a partir da década de 1950, com a popularização da televisão e do cinema. A camisola foi uma roupa criada pela mídia. A variedade de roupas aumentou desde então, tanto para homens quanto para mulheres. Exemplos dessa variedade incluem roupas de todas as cores, com inscrições e palavras de protesto. A minissaia foi criada na década de 1960, e roupas esportivas tornaram-se populares na década de 1980.

A moda durante a Revolução Industrial

A Revolução Industrial começou no Reino Unido, no século XIX, e revolucionou totalmente os meios de fabricação de roupas. Até então, os tecidos e as roupas eram produzidos manualmente e por meios artesanais. A criação da spinning jenny em 1764 pelo britânico James Hargreawes, e, posteriormente, da spinning mule, uma derivada da spinning jenny em 1798, pelo britânico Samuel Crampton, foram uma das bases da Revolução Industrial. A spinning mule era capaz de fabricar tanto tecido quanto 200 pessoas, usando algumas poucas pessoas como mão-de-obra.

Em 1780, Edmund Cartwright criou uma derivada capaz de se alimentar de um turbina a vapor. Com tais máquinas disponíveis, fabricantes de roupas industrializadas vendiam roupas a baixos preços. A produção de roupas, ao menos nas grandes cidades, tornou-se quase completamente industrializada. Antigos artesãos que antes lucravam faliram, e muitas pessoas pararam de fazer suas roupas em casa.

A moda passou a mudar mais e mais frequentemente, mas apenas pessoas ricas podiam se dar ao luxo de adquirir a última tendência da moda.oa franceses continuaram a ditar a moda na Europa até o início da Revolução Francesa no final do século XVIII, quando a Inglaterra assumiu a dianteira até a Revolução, muitos nobres passaram a usar roupas simples, com medo de serem capturados pelos revolucionários que os teriam guilhotinado.

Ao longo do século XIX, a industrialização na produção de roupas e tecidos espalhou-se para outros cantos do mundo. A indústria têxtil ficou firmemente estabelecida nos EUA, França e posteriormente, na Alemanha e no Japão. No Japão, as roupas ocidentais subsitituiram as roupas tradicionais. Porém, muitas pessoas ainda preferiam usar roupas feitas por um artesão, quando podiam pagar por ela. Outras pessoas, especialmente aquelas em lugares isolados, continuaram a fabricar tecidos em casa. Ao longo do século XIX, as roupas passaram a ficar mais simples e leves. Camisas, saias (que eram para serem usadas juntas) e calcinhas foram criadas na década de 1870, e logo tornaram-se uma tendência entre mulheres da classe trabalhadora. Jeans passaram a ser usados por mineradores, fazendeiros e cowboys nos EUA.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Como era a moda renascentista?

O advento do Renascimento no século XIX, trouxe mudanças no cenário europeu. As cidades cresciam, o número de comerciantes e artesãos especializados na produção de roupas aumentou, e com a queda do Império Bizantino, a Europa Ocidental tomaria a liderança na produção de estilos e tendências aplicados à produção de roupas. 

Homens passaram a usar roupas mais pesadas na parte superior do corpo. Uma vestimenta masculina típica da época, especialmente entre a nobreza, era um tipo de jaqueta pesada, com uma saia que ficava na região das pernas até os joelhos. Homens também usavam sapatos cujas pontas ficavam para cima e dispunham de uma grande variedade de chapéus. Já as mulheres da nobreza passaram a usar sapatos altos, chapéus e vestidos floridos ou decorados. Os vestidos passaram a ser firmemente atados ao busto.

Homens de classes inferiores usavam blusas e calças justas e simples, e as mulheres de classes inferiores usavam vestidos simples. Uma das principais influências na moda européia, no século XVI, foi a corte espanhola. Uma das principais tendências por parte dos membros  da corte era o uso de grandes colarinhos no pescoço, que ficou em uso por aproximadamente dois séculos. 

No século XVII, os franceses passaram a dominar a moda na Europa, e roupas usadas pelos nobres franceses eram rapidamente copiadas por outros países (com exceção da Espanha). Por outro lado, os puritanos que viviam no Reino Unido e que teriam vital importância na colonização dos Estados Unidos, não se importavam muito com estilos e tendências, preferiam roupas simples. Os homens mantinham seus cabelos curtos na época. Homens com cabelos normais eram comuns e bem vistos, e usavam calças e roupas simples, e as mulheres vestidos longos e simples